CURVAS DO DESTINO
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Aquelas gotas de chuva...
que escorrem na vidraça
são como lágrimas de alguém que chora
Alguém...
que com toda calma e malícia
procura encontrar nos braços de alguém
e doce desejo de afeto e carinho.
Por que choras...
se tudo é tristeza
que triste fim terá teu lamento
coberto de plumas...
e gotas transparentes
que rolam daquela vidraça
ou que procuram os olhos da vida.
Que vida amarga é a nossa
que dia esta alegre
e outro dia está triste.
Por que esta vida resiste
que nem fortaleza
se sabemos que um dia ainda cinzento
em cinzas nos trasformaremos.
E que transformação...
que se perde além da imaginação
como um carro que vai numa estrada
sem rumo e sem destino
tentando livrar-se com toda cautela
das curvas perigosas
que o destino lhe reserva.

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