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Vai longe, para trás, êsse tempo feliz,
De manhã de garoa e de dia rosado.
Sob um céu de safira, êsse mundo bendiz
A doçura do beijo e o calor de teu lado.
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A saudade que vem, é linguagem que diz:
Da loucura do amor vem o estro do fado.
E o farol, à distância, nessa estrada-matriz,
Ilumina o presente com a luz do passado.
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Nos últimos adejos dos requintes da graça
Viveste uma vida de braseiro em fumaça
Lá no mundo da lua, ou na beira da estrada.
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Para o crime do amor o direito é sem jaça;
Na balança da vida uma venda e uma espada.
Para o juizo da lei a justiça é vedada.

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